Os miúdos adoram fingir que são animais. Por isso, em vez de dizer vamos andar, podem dizer vamos ver quem chega primeiro como um caranguejo. Uma caminhada aborrecida transforma-se de repente numa expedição na selva. Este tipo de jogo não precisa de nada: só de espaço, de imaginação e de alguém disposto a fazer de urso ou de sapo.
Os animais mais fáceis
O caranguejo anda de lado, com as mãos e os pés no chão e a barriga virada para cima. O sapo agacha-se e salta com as duas pernas juntas, e diz croac de cada vez que aterra. O urso caminha com as mãos e os pés no chão, com passos pesados e lentos. Cada animal tem o seu ritmo, e cada miúdo inventa o seu jeito.
Podem ir mais longe: a cobra desliza no chão, o elefante balança um braço como se fosse uma tromba, o coelho salta com as mãos ao lado da cabeça, o pato caminha agachado. Peçam a cada um que escolha um animal favorito e que mostre como ele anda. Os outros adivinham qual é o animal. Adivinhar e imitar juntos dá muitas gargalhadas.
Transformem o jogo numa corrida. A meta pode ser uma árvore, um banco ou uma linha desenhada com giz. Em vez de correr, cada um avança à maneira do animal que o adulto grita. Também se pode jogar ao Rei Manda: o Rei manda andar como um sapo, o Rei manda parar, o Rei manda rastejar como uma cobra. Quem se engana, ri-se e volta a tentar.
Terreno e roupa
Escolham um terreno macio, como relva ou areia, sem pedras nem vidros. Os animais que andam no chão sujam as mãos e os joelhos, por isso é bom vestir roupa que possa ficar suja. Deixem cada um jogar ao seu ritmo e não obriguem ninguém a continuar quando estiver cansado. Um adulto pode fazer também de animal, e é sempre o mais aplaudido.
No regresso a casa, podem fazer um livro dos animais: cada miúdo desenha o seu preferido e escreve o nome. Na caminhada seguinte, escolhem outro animal. Assim, a brincadeira continua, e o caminho, que antes parecia longo, passa depressa, entre risos e barulhos de bichos, e no fim todos querem ser o próximo animal.